terça-feira, 5 de junho de 2012

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Que eu não queria saber de amor e ele já tinha um.
Que a gente conversava eternamente e ria muito sem falar disso, nem de promessa, nem de esperança.
Também não desejava muito além daquelas horas imensas nos fazendo bem.
Que quando eu comecei a amar, nem sabia. E quando soube, não podia. E tantas vezes a saudade, a vontade de dizer o que sentia, ficava entalada e não saía, não devia.
E toda a felicidade que passou a estampar meu rosto, era à força reprimida, por que não era lícita, não era justa.
E nada havia de expectativas e planos, se não a honesta vontade de estar junto.
E acabei aprendendo a amar assim, por que o amor nasceu quietinho. E cresceu quietinho. E grande segue em silêncio, desse jeito calado, agindo mais do que falando, respeitando mais do que esperando, libertando mais do que atando, vivendo mais do que sonhando.

Eu só quero ser o bom lugar de quem amo. E amanhã e depois, quando chegarem.


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2 comentários:

Bruno disse...

Se eu não tivesse os genes de Conan e Shrek teria feito vergonha em público, numa lan house! Coisas lindas, texto e autora! Adorei a poesia como adoro as mãos que a escreveram!

Raquel disse...

rsrs. Conan e Shrek graças a Deus, tbm amam ... rsrs. Amo demais vc!!