segunda-feira, 23 de julho de 2012

Só mais uma consumidora insatisfeita!

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Paro no posto para abastecer, o frentista se apresenta e cumpre seu papel. Findo o abastecimento, faz a cobrança, que pago com minha navalha o cartão. Agradeço, segue-se o costumeiro “de nada, tenha uma boa noite”. Dou a partida no veículo e nos primeiros metros, vem um barulho e gritos pedindo para parar. O iluminado não tinha desengatado a mangueira da bomba de gasolina. Avaria na lateral traseira do carro.


Um dia e meio depois, estou num restaurante especializado em camarão. O nome do lugar: Camarão e Cia. Vendem camarão de todas as formas: com arroz, macarrão, na salada, frito, no alho ... Eu então escolho um que vem com arroz e bacon. Após pagar, receber a comida e sentar pra comer, verifico transtornada: tem tudo no meio do arroz, menos camarão. Esqueceram de colocar.


Estamos numa loja de conveniências procurando aqueles sacos em que coloca-se o presente e amarra-se com fita, nem precisando embrulhar. Após correr a loja toda, desistimos e vamos pra fila com um papel comum. Pagamos. Olhamos pra trás: todo tipo de sacola pra presente dependurada. Além delas, outros papéis melhores e mais baratos do que o comprado, dispostos timidamente numa parede ao fundo. Pergunta-se por que são mais baratos: naqueles só tem duas folhas, nestes pagos, há três. Na hora de embrulhar, a surpresa: só tem duas folhas no pacote.


No taxi saindo do Shopping a caminho do Aeroporto, embarcamos preparadas para o conhecido percurso de oito quilômetros. Antes que me desse conta, porém, o motorista entra numa rua para pegar o caminho mais longo. Reclamo indignada, já que estávamos, antes, numa linha reta em direção ao meu destino. Ele explica ironicamente que por ali tem menos sinal. Quero descer, mas no lugar ermo em que estamos, não passa nenhum meio de transporte. Fazê-lo voltar e retomar o percurso mais curto àquela altura seria inútil. Pagamos o dobro do que deveria pelo serviço.


Com tudo isso, conclui-se: se esse negócio de “má fase” é coisa da minha cabeça, então o problema deve ser o país da Copa e das Olimpíadas, que cresce mas não aparece em serviços de qualidade, respeito ao consumidor e principalmente, competência no atendimento.






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4 comentários:

Bruno disse...

Eu teria feito uma avaria frontal
no frentista
Teria mandado o atendente e o dono da loja ao dentista
Acho que faria ainda pior com esse taxista
Eu sou um ogro, shrekspeare, irritado
Ela é mais calma, mais racional
Um ser mais civilizado
Quando eu saio puto pela rua
É sempre bom que ela esteja ao lado
E se forem importunar minha garota
A única coisa a se dizer é: cuidado
hahhahahahaha

Raquel disse...

hahahahahaha!!!!! o melhor de tudo é ser chamada de calma!!! Coisa linda!

Thiago disse...

Sem falar que o tal restaurante da insatisfação compartilhada parece ser do Bubba, de Forrest Gump!

Raquel disse...

rsrs!!! é mesmo!!!! hahahah